29

jan
Conceito de closet compartilhado une sustentabilidade e estilo

Você já ouviu falar em closet ou guarda-roupa compartilhado? Essa é uma ideia relativamente nova que tem impulsionado algumas pessoas a empreender. O conceito de closet compartilhado é de que não precisamos de guarda-roupas abarrotados de roupas que, muitas vezes, se quer estão sendo usada. Ao invés de comprar uma peça nova de roupa, que tal pagar essa quantia em um aluguel de um desses guarda-roupas compartilhados e receber 5/10/20 peças no lugar? Você terá uma variedade maior de escolha e estará contribuindo para um consumo mais consciente. Essa é a proposta apresentada pelas marcas que deixarei aqui nesse post, cada uma possui suas regras e planos bastante diferenciados, resta a você saber a que está mais próxima de você e que condiz mais com seu estilo e, obviamente, seu bolso. A ideia é sustentável já que estaremos evitando o consumo desenfreado, incentivando a reciclagem de peças, estimulando a economia colaborativa, além de que te permite estar sempre bem vestida e sem repetir um look (se isso for um problema pra você).

Vestidos

Foto: Reprodução © James De Mers

Lá fora, a ideia já é difundida há um pouco mais de tempo, mas por aqui tem ganhado força principalmente nos últimos dois anos, inspirado nas gringas Rentz Vou e Lena, The Fashion Library, que são uma espécie de precursoras desse novo estilo de mercado. Cada “loja” possui a sua maneira de administrar seu acervo, que vão de parcerias com designers mais desconhecidos ou regionais, lojas e até mesmo com pessoas como eu e você. E há ainda aquelas que funcionam como um uber da moda, em que qualquer pessoa pode por suas roupas para que essas sejam emprestadas, fazendo parte do acervo. Quer conhecer alguns desses guarda-roupas compartilhados que existem aqui no Brasil? Acompanhe!

Roupateca

Roupateca

Foto: Reprodução © Roupateca

A Roupateca, ou, ‘Roupateca, Entre Nós’ foi fundada pelas empreendedoras Daniela Ribeiro e Nathalia Roberto. Elas que já possuíam um brechó (o Entre Nós) queriam uma ideia em que diminuísse ainda mais as práticas de consumo, não estando mais satisfeitas com a venda de produtos. Disso nasceu esse projeto, uma espécie de biblioteca de roupas. O acervo foi todo construído de forma colaborativa através de parcerias com grandes e pequenas marcas e de desapegos de clientes. Seu acervo conta com grifes como Cris Barros, Flavia Aranha e Insecta. Há 3 planos disponíveis para assinaturas, de 100, 200 e 300 reais, que dão direito a pegar de 1 a 6 peças por vez, podendo fazer essa troca o quanto quiser durante o mês. Você pode manter as peças por até 10 dias, e na hora da devolução é necessário que a peça tenha sido lavada, mas não precisa ser passada.

Mais informações:
Rua Lisboa, 445, Pinheiros, São Paulo-SP.
falecom@aroupateca.com
www.aroupateca.com

Muda de Roupa

Muda de Roupa

Foto: Reprodução © Muda de Roupa

A Muda de Roupa é aqui da minha terrinha amada, Curitiba e surgiu no ano passado como um projeto dos amigos Daniela Hendler, Rafaela Gabardo e Guilherme Zuchetti. A proposta da Muda é um pouco diferente, ela funciona como um clube de assinaturas mensais (tais como a Best Berry e Glambox). Ou seja, você paga um valor que começa em R$89,90 e recebe em sua casa uma ecobag com 5 peças de roupa surpresa escolhidas com base na sua descrição de estilo. Se a roupa não servir ou não for do seu gosto é possível fazer a troca dessa peça ou receber uma a mais no mês seguinte. No final do período de uso das peças você deverá entregá-las na mesma ecobag que recebeu. Você não precisa lavar ou passar, pois essa tarefa fica com a Muda de Roupa, você só precisa devolvê-las em bom estado.

Mais informações:
Av. Winston Churchill, 797, Capão Raso, Curitiba-PR
(41) 3085-4807
falecom@mudaderoupa.com
www.mudaderoupa.com

My Open Closet

Vestido vichy

Foto: Reprodução © My Open Closet

O My Open Closet é um guarda-roupa compartilhado voltado especificamente para vestidos e acessórios de festa, e o mais legal ele é basicamente um Airbnb da moda, ou seja, peças de pessoas como nós disponibilizadas para quem quiser alugar. O My Open Closet funciona assim, você pode tanto alugar, quanto deixar uma peça lá para que seja alugada, sabe, aquele vestido bapho que você comprou pro casamento da sua melhor amiga, mas que depois da ocasião você nunca mais usou e ele tá lá, lindo e paradinho no seu guarda-roupa? Pois então, nesse caso você pode deixar a peça à disposição do My Open Closet, você envia e fica do acervo deles, mas se surgir um evento e você quiser usá-lo, avisa a loja, que eles te enviam a peça novamente, é só avisar com antecedência (desde que ainda não haja reserva paga para a data pedida). Se quiser, também pode manter o vestido no seu guarda-roupa, mas precisa se responsabilizar pela lavagem, envio, etc. Quando você aluga uma peça da My Open Closet você só paga o retorno da peça para a loja e não precisa se incomodar com lavar, passar nem nada. E sabe o o melhor? Eles alugam para todo o Brasil. E se você for de São Paulo pode fazer tudo diretamente na loja.

Mais informações:

Av. Angélica, 2395 – Consolação – São Paulo
(11) 98500-7804
contato@myopencloset.com.br
www.myopencloset.com.br

Blimo

Vestido vichy

Foto: Reprodução © Blimo

A Blimo, biblioteca de moda, se auto-descreve como uma Netflix de roupas, funcionando através de uma assinatura mensal disponível e o contrato fica válido até quando você quiser. Você assina e a cobrança será feita todo mês no dia que você fez a adesão, e se quiser cancelar nenhuma multa será cobrada. Eles também têm opção de aluguel de peça avulsa. No acervo você pode encontrar marcas como Cantão, Animale, FYI, Totem e mais. A Blimo possui três planos, o platinum R$130 e você pode pegar até duas peças por vez, o gold R$190 até 4 peças por vez e o em casa a partir de R$130 (que só funciona para residentes em São Paulo) em que você recebe peças novas em casa toda semana. Você pode ficar com as peças até 10 dias, mas se preferir pode trocar todos os dias, ou renovar, mediante consulta por email ou whatsapp. Importante, na Blimo você é responsável por devolver as peças lavadas e passadas.

Mais informações:

Rua Mourato Coelho,1039, Vila Madalena, São Paulo-SP
(11) 99278-3939 / (11) 97967-6403
blimo@blimonline.com.br
www.blimonline.com.br

My Closet

Vestido vichy

Foto: Reprodução © My Closett

A My Closett é semelhante ao My Open Closet, voltado a vestidos de festa que são compartilhados por várias pessoas, mas aqui só é possível alugar direto nas unidades, que atualmente são três: Vitória-ES, Curitiba-PR e São Paulo-SP. Ideia da empresária Rayane Veloso, ele começou em 2012 como um guarda-roupa compartilhado entre amigas, e logo tomou proporções maiores. O foco na My Closett é o aluguel de vestidos e acessórios de grifes como Patrícia Bonaldi, Reinaldo Lourenço, Arthur Caliman, etc. E no final, a higienização da peça fica por conta da My CLosett.

Mais informações:

Unidade Vitória – Av. João Batista Parra, 35 – Praia do Suá, Vitória-ES
(27) 2142-5800 / 98146-5225
contato@myclosett.com
Unidade Curitiba – Rua Emiliano Perneta, nº 822, sala 701 Batel, Curitiba-PR
(41) 3538-4777 / 9151-4777
curitiba@myclosett.com
Unidade São Paulo – Av. Nove de Julho, 5742, Jardim Europa, São Paulo-SP
(11) 3360-5800 / 97444-5225
saopaulo@myclosett.com
www.myclosett.com

E aí, gostou da ideia? Pensa em aderir? Eu achei sensacional, bom saber que não nos faltam opções para fugir das compras exageradas e, na maioria das vezes, desnecessárias, não é mesmo!?


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08

nov
Garimpo rural: conheçam o brechó ¡Ay, Carmela!

Posso estar enganada, mas acho que esse post é o mais esperado por vocês, afinal, em um blog que pretende falar sobre moda democrática e para todos, como não falar de brechós!? Sim, pretendo trazer frequentemente posts sobre brechós, principalmente os daqui de Curitiba e da região, mas também de todo o país, que por uma questão de acesso (ou da falta dele) irei focar em brechós online (que podem ter loja física também, mas com foco no online). Começarei falando sobre o ¡Ay, Carmela!, um brechó de Tijucas do Sul, cidade aqui do Paraná, localizada a aproximadamente 60km da capital.

Conheci o ¡Ay, Carmela! através de uma amiga, que é prima das donas da loja. A loja acontece, principalmente, no instagram, onde elas postam as fotos das peças e por onde fazem as negociações, mas elas atendem as clientes locais em seu ateliê, em Tijucas do Sul, com horário agendado. As responsáveis por esse projeto incrível são as amigas amigas de infância, Jenifer e Géssica. Jenifer conta que por terem crescido em um ambiente “com toda a liberdade e autonomia de quem vive no mato pode desfrutar”, elas aprenderam desde pequenas a reutilizar roupas e viver apenas com o necessário, o que gera um consumo consciente e sustentável. Após terminarem a faculdade e retornarem para sua cidade natal perceberam a necessidade de resgatar esses valores, e decidiram unir a paixão por garimpar roupas com a sustentabilidade. Assim nasceu o ¡Ay, Carmela!, um garimpo rural, como elas mesmas definem em sua página no instagram. As meninas contam que quando começaram a pensar em um nome, pensaram em algo que tivesse impacto e remetesse a mulheres fortes. Foi através da canção, de mesmo nome, que elas encontraram o que estavam procurando. A música ¡Ay, Carmela! ficou popular durante o século XIX e era cantada pelos guerrilheiros espanhóis que lutaram contra as tropas de Napoleão. Mais tarde, tornou-se símbolo da presença feminina durante a guerra civil espanhola, representando, assim, a resistência e o empoderamento. Sendo assim, o nome estava decidido.

Quando tive contato com a loja delas no insta pela primeira vez, o que me chamou mais atenção é o cuidado que elas têm com as fotos que são publicadas, visualmente encantadoras. Libriana de carteirinha, eu sou muito influenciada pelo visual, então se visualmente é agradável, já ganhou pontinhos comigo. Quanto ao garimpo das peças, ele é feito em várias cidades da região, e elas também adquirem peças de amigo e familiares. Para elas, “cada peça é única e conta uma história”. Após selecionarem as peças, elas passam por reparos e ajustes conforme sejam necessários, “tem todo um cuidado antes de chegar na arara e na foto do Instagram”, conta. Elas dizem usar o instagram como uma forma mais dinâmica de atingir outro lugares do país, possibilitando que elas tenham clientes em todo o Brasil, possuindo uma proximidade muito maior que utilizando outras plataformas.

Para quem está interessado em comprar com o ¡Ay, Carmela! trabalha com o PagSeguro, facilitando o pagamento, já que ele permite uma gama bem ampla de opções nesse quesito. Já quem compra diretamente com elas, o pagamento é feito a vista ou, como elas chamam, o “caderninho”, para aquelas clientes mais antigas e de confiança. Para fazer o envio pra vocês, elas usam o sistema convencional dos correios, gerenciam tudo através de planilhas, para ter maior controle dos pedidos e envios. Pensando em futuro, elas têm o desejo de expandir o projeto, “unindo nossas ideias com outras pessoas que compartilham dos mesmos princípios de consumo consciente e sustentabilidade. Acreditamos num modo de trabalho de forma mais horizontal e criativa”.

Se você curtiu e gostaria de conhecer o brechó delas, é só acessar o instagram do ¡Ay, Carmela!, e aproveita e começa a seguir pra acompanhar o conteúdo.


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